Profissionalismo e integridade são sinônimos de sucesso

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O destaque de hoje vai para uma pessoa que também esteve presente em várias passagens do meu livro porque, de fato, é um profissional de excelência inquestionável e, acima de tudo, um amigo que nos últimos 20 anos esteve ao meu lado em todos os momentos, serenos ou inquietantes.

O nome dele é Cláudio Salce, eu o conheci no início dos anos 70 no Sindicato da Indústria de Papel e Celulose, onde também funcionava a Associação Nacional dos Fabricantes de Papel e Celulose e desde o nosso primeiro encontro eu já gostei dele, quando despertou a minha atenção por seu porte avantajado e também por fazer apartes pertinentes e ousados no decorrer da reunião.

Eu não sabia quem era, onde trabalhava, mas ele estava sentado próximo da mesa diretora, em um lugar da Associação que era destinado aos visitantes e, diferentemente das outras pessoas que costumavam ouvir o que falávamos sem fazer interferências, Cláudio fez várias perguntas.

Perguntei para os meus companheiros se alguém sabia da procedência daquele moço falante e fui informado de que ele trabalhava na Cícero Prado Celulose e Papel.

Ao término da reunião, ele veio cumprimentar todo mundo da mesa diretora e eu era o último da fila. Quando ele chegou em mim, nós começamos a caminhar lado a lado, eu perguntei de onde ele era e ele confirmou a informação que eu já sabia; perguntei se ele morava em Pindamonhangaba, ele disse que sim, contou um pouco sobre seu trabalho, nos despedimos e seguimos em frente, para nossas realidades.

A partir desse dia, nós nos encontramos algumas outras vezes e sempre que isso acontecia, batíamos um bom papo. Saltava aos meus olhos a sua educação, ética e profissionalismo.

Alguns anos se passaram até que um belo dia, quando já éramos amigos, eu o perguntei se ele tinha planos de mudar de trabalho, uma vez que já estava lá há muito tempo e ele me disse que dependia de uma série de fatores, principalmente porque a Cícero Prado estava sendo negociada no mercado e ele não sabia os rumos que a empresa tomaria após a troca de comando.

Tempos depois, a Cia Suzano de Papel resolveu fazer a fábrica de celulose na Bahia, a Bahia Sul, e ele foi trabalhar lá. Ao encontrá-lo, eu o questionei porque não fez contato comigo antes de trocar de empresa e ele disse que havia ficado empolgado com a grandeza do projeto a ser desenvolvido.

Como curiosidade, vale dizer que os diretores da Bahia Sul sabiam que eu o conhecia bem e vieram pegar referências comigo antes de contratá-lo. Eu disse que não poderia falar sobre o segmento de celulose, mas no de papel cartão ele era feroz e dava o maior trabalho para a Papirus, que queria aumentar as vendas para a fabricação da caixa de fósforos Fiat Lux e ele não deixava de jeito algum, exercendo seu papel de principal concorrente com muita eficácia.

O tempo assinalou mais 8 anos e certo dia ele me telefonou perguntando se o meu convite para que ele fosse trabalhar na Papirus ainda estava de pé, pois o momento era propício. Eu disse que sim e o admiti como diretor geral, no ano de 1998 e na sequência ele se tornou o CEO devido a minha ausência por problemas de saúde.

Nas nossas negociações contratuais, estabelecemos que uma de suas mais importantes atribuições seria a de formar um de meus filhos para me suceder na presidência da empresa e aqui vale destacar que ele desempenhou esse papel com muito afinco, apesar do destino ter apontado um caminho diferente do desejado.

Como CEO da Papirus, Cláudio teve uma performance irretocável, desempenhando a sua gestão de forma muito parecida com a minha e eu credito grande parte de seu sucesso não só por ele ser um profundo conhecedor da fabricação de papel cartão, mas por ser um profissional que entende como poucos de administração, contabilidade, vendas e recursos humanos, o que faz uma tremenda diferença nos resultados de uma indústria e o capacitou a montar uma equipe de guerreiros vencedores.

Atualmente, Cláudio faz parte do Conselho da Papirus e continua nos ajudando em muitos processos, com a palavra certa, na hora certa e eu sou muito grato pela sua brilhante atuação quando esteve à frente do negócio que minha família criou com tanto esmero e ele cuidou como se fosse dele, nos ajudando a superar todas as crises e comemorar os muitos sucessos com profissionalismo, tomadas de decisão no timing certo  e humanidade.

Valeu!

Da esq./dir.: Antônio Pupim, Bernadete, Amando, Vitória, Dante, Cidinha, Rubens Martins, Evelyn e Cláudio Salce. Um time de ouro!

 

 

 

 

 

 

 

 

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