Agronegócio, celeiro de amigos valiosos e… bons negócios

Tempo de leitura: 5 minutos

Lançar o meu livro autobiográfico além de ser uma realização planejada a tempos, foi também uma excelente oportunidade para rever os tantos amigos de todas as idades e tribos que fui conquistando pela vida afora.

Para vocês terem uma ideia, na hora de organizar o envio dos convites para o evento de lançamento, nós dividimos por grupos de interesses semelhantes para facilitar a organização: parentes e amizades familiares, segmento de papel e celulose, motociclistas e agronegócio.

Como já falei em outro post, foi uma tarde de autógrafos inesquecível, com um astral leve, sorrisos sinceros, mensagens carinhosas e muitos cliques. (Os melhores momentos foram registrados pelas lentes do Dimas, o mesmo fotógrafo que fez a capa do meu livro.)

Nestes últimos dias, tenho reservado um tempo para rever as fotos e organizá-las com legendas, pois além de publicá-las aqui no blog, pretendo presentear os amigos com esse mimo tão significativo pra mim.

Enquanto olhava as fotos, vieram tantos flashes de histórias bacanas (acho que quando a gente vai envelhecendo, valoriza cada vez mais os momentos vividos e acaba virando contador de histórias!), que resolvi escrevê-las para divulgar o resultado dessas lembranças. (Quem diria que eu iria virar blogueiro…)

Então vamos à história de hoje!

Na virada do ano 2000, eu e Cidinha resolvemos investir no segmento de Genética Bovina. Saímos à procura de terras pelos arredores de Bauru e assim que colocamos os pés na Fazenda Alvorada, localizada em Pirajuí e vimos que estava cercada por sete represas, nos encantamos pelo lugar, sentimos que estávamos diante de nosso novo projeto de vida (que também serviria de refúgio para limpar a mente) e em poucos dias fechamos o negócio.

Logo em seguida à compra da fazenda, nós ficamos cerca de 3 meses adquirindo animais e nesse ínterim, enquanto esperávamos o tempo de engorda da prole bovina, sentimos a necessidade de construir uma sede para o nosso novo empreendimento.

Nós estávamos morando na casa que já existia no local, mas agora precisaríamos de mais espaço para crescer o nosso negócio, então aproveitamos esse imóvel para montar nossos escritórios e também um mini-hotel para hospedar nossos visitantes.

Para atender nossos objetivos, precisaríamos fazer uma grande obra e é nessa parte da história que entra o homem que está conversando com a Cidinha na foto abaixo: Mário Silas.

Mário é engenheiro civil, construtor, profissional muito hábil, experiente, casado com Rosângela, que além de ser uma arquiteta de mão cheia, como diziam os mais antigos, também era prima da Cidinha.

Eles moravam em Botucatu e tinham uma empresa de construção, o que foi muito agradável e cômodo para nós, desde a primeira troca de ideias, pois nos entendemos muito bem.

Projeto aprovado, começaram as obras e eu disse que gostaria que a obra ficasse pronta em um ano. Rolou uma negociação de tempo, ele pediu um prazo maior, eu estiquei o prazo para 18 meses e em 20 meses a nova sede da nossa Fazenda Alvorada estava lá, toda imponente.

(Pra quem ainda não leu o meu livro, vai aqui uma pequena mostra deste pequeno paraíso rural que me trouxe tantas alegrias e bons negócios.)

Claro que durante as obras rolaram muitas divergências, mas nada que não pudesse ser resolvido com muito diálogo, seguido de uma saborosa e farta refeição feita pela dona Cidinha e sua equipe.

Conforme ia andando a construção, nós discutíamos cada detalhe antes de batermos o martelo. Foi assim com a escolha das janelas coloniais abrasileiradas, com venezianas do lado interno que foram desenhadas e fabricadas com exclusividade para seguir o estilo original português da fazenda (trincos também foram feitos sob medida), das portas de madeira de demolição que dariam o toque rústico, do telhado, da escada no exterior da casa…

 

A escada merece um parágrafo à parte porque ficou muito bonita, mas teve que ser refeita para que ficasse do jeitinho que nós queríamos. Antes que vocês fiquem pensando que somos um casal “cheio de onda” e chato, deixa eu explicar o que aconteceu com a escada.

Desde que a escada foi projetada eu vi que não daria certo, mas o Mário estava tão seguro do que queria, que paguei pra ver. Era uma escada simples, que toda casa colonial brasileira tem, isto é, uma escada que anda na mesma direção da casa, com duas saídas.

Só que… a inclinação estava errada e a escada teve que ser derrubada e refeita duas vezes! (Porque quando a gente subia dava a impressão de que iríamos cair para trás porque os degraus estavam muito altos.)

Depois da segunda refação, eu acompanhei o projeto mais de perto e aí a escada ficou prática e funcional como tinha que ser.

O Mário não ficou muito convencido com o formato final da escada, pois dizia que ela não estava seguindo o estilo colonial português, ao que eu retrucava que estava perfeita, pois não tinha planos de ter que levar nossos hóspedes e visitantes para o hospital, quando descessem para ir para o jardim ou para se dirigirem à piscina. E a risada pontuava o final da conversa, sempre seguida de um café, uma cachaça especial, um petisco gostoso.

No decorrer da construção da fazenda, eu percebi que o meu negócio não era fazer só a engorda de gado, eu queria fazer cria e genética de gado para aumentar o faturamento da fazenda, mas isso eu vou contar no próximo post, porque esse foi para relembrar um pouco da minha história com Mário Silas e Rosângela, a quem somos muito gratos pelos excelentes serviços prestados e pelo carinho da amizade, que permanece no tempo.

Semana que vem tem mais história, com novos personagens.

Até lá!

 

 

 

4 Comentários


  1. Dante vc é meu ídolo, sempre disse isso, adoro o que vc escreve e como escreve, decoro o q vc escreve e leio mais de uma vez. Q bom ter te conhecido e a
    Cidinha . Abç

    Responder

  2. Sr. Dante fico muito feliz em ver o sr sempre inovando e sempre tendo sucesso em suas empreitadas!!
    Quero um livro autografado pra me recordar de como devo ser focado e buscar o máximo de mim!
    Um grande abraço ao sr e a Dona Cidinha que tb é um exemplo para todos!!

    Murillo Pegorer
    Guzerá Rosalito

    Responder

    1. Caro Murillo,

      Fico contente em saber que você se interessa por cultura! Vou te enviar um livro autografado!
      Vc pode me enviar o endereço de entrega?

      Um grande abraço.

      Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *