Companheiros de velhos tempos

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O destaque dessa semana vai para uma amizade antiga, iniciada nos tempos da Associação Nacional de Papel e Celulose e que perdura na atualidade: Paulo Bastos Cruz Filho!

Quando o conheci, pelos idos dos anos 80, ele já havia se divorciado da primeira esposa, trabalhava na Ripasa e ficamos amigos logo de cara. Sua inteligência e percepção apuradas, jogo de cintura nos trâmites de natureza política e desenvoltura para transitar em diferentes nichos do universo papeleiro me chamaram a atenção e nos aproximou.

Naquela época, nós fazíamos reuniões semanais da diretoria na associação, primeiramente às segundas-feiras e depois mudamos para as terças. Essas reuniões começavam às 17h e terminavam às 19h e a pauta sempre girava em torno do segmento do papel cartão, desde a produção até as inovações de gestão e vendas.

Quando esgotávamos os assuntos pertinentes ao nosso nicho de atuação, era de praxe uma happy hour para descontrair, colocar outros assuntos em dia e isso ajudou a fortalecer os laços de amizade entre várias pessoas, incluindo a amizade minha com o Paulo.

(Outra grande amizade que ficou dessa época foi a que tenho com o Jerônimo Ruiz, que mereceu destaque na minha biografia, lançada em setembro de 2017.)

Depois da Ripasa, Paulo se tornou diretor presidente da escola de inglês União Cultural Brasil Estados Unidos e organizou diversos eventos empresariais do setor de papel, pois sempre transitou muito bem em todas as esferas do segmento, nos âmbitos políticos, corporativos e sindicais.

Devido ao seu alto nível de profissionalismo, Paulo atuou como um grande canal facilitador para que desbravássemos o setor de papel e celulose; antigamente, o Brasil era só um importador de papel (da Europa, principalmente) e quando passou a exportar, no decorrer dos anos 70, não tínhamos leis definidas para regularizar essas exportações.

Paulo com sua desenvoltura, conhecimento e capacidade de negociação fez o meio de campo entre os governos da esfera federal/estadual e o empresariado do setor de papel, desbravando novas possibilidades de negócios que foram fatores preponderantes para a abertura dos canais e para o Brasil atingir a posição que alcança hoje de ser o  maior produtor de celulose fibra curta do mundo.

No campo pessoal, em suas segundas núpcias, Paulo se casou com a Beth, uma amiga querida e eu tive o privilégio de ser o padrinho do Paulinho, primeiro filho do casal, que hoje possui uma carreira solidificada como administrador de empresas, no grupo Votorantim.

O fato de atuarmos em áreas afins foi excelente para a solidificação de nossa amizade e nos motivou a intensificá-la também nos momentos de lazer, em eventos familiares, viagens de final de semana e até mais longas. Eu curtia muito ir encontrá-lo em sua casa de campo próxima à represa de Avaré, onde desfrutávamos de momentos de relax e descontração. Ele frequentava minha casa em São Paulo e quando o tempo permitia, passava pequenas temporadas em Miami comigo e a Cidinha.

Uma das passagens de nossas vidas mais marcantes foi quando ele estava em crise no casamento, com ideias de um novo divórcio e eu o convidei para fazermos uma viagem para Miami, só nós dois, com o intuito de que ele pudesse espairecer as ideias, repensar o relacionamento e avaliar a melhor decisão a ser tomada.

No nosso retorno ao Brasil, ele e Beth conversaram, se alinharam e o casamento vai muito bem, obrigado, o que me deixou e continua deixando muito feliz.

Hoje em dia, nos encontramos esporadicamente, na maior parte das vezes ele vai ao meu encontro em Guararema, meu refúgio de finais de semana, e é uma festa! Sem fazermos economia de uísque, colocamos o papo em dia e nos divertimos sem medo de sermos felizes, como nos velhos tempos.

Trocando confidências com o meu amigo Paulo Bastos

 

 

 

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