Sempre é tempo de cuidar melhor da sua alimentação

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Esse é um tema bem interessante de escrever, falar, multiplicar até ecoar porque desde a minha mais tenra infância, meus pais sempre bateram muito nessa tecla comigo e com meus irmãos.

Como eu já citei no meu livro e em vários outros escritos, meu pai era uma pessoa muito estudiosa sobre prevenção da saúde através da prática de exercícios e alimentação saudável, enquanto a minha mãe, fiel zeladora de seus 4 filhos e do marido, cuidava para que fôssemos bem alimentados, sem superalimentação ou qualquer prática exagerada de consumo de alimentos.

Eles faziam várias experiências para introduzir novidades nutritivas na nossa alimentação, como por exemplo, importar chocolate da Suíça, porque àquela época o Brasil tinha poucos fabricantes desse alimento já tão cultuado.  (Lembro que na nossa infância já existia a Kopenhagen, mas com poucos itens no catálogo e lembro também que por ironia do destino nenhum dos filhos dava a mínima bola para chocolate!)

Nós fomos acostumados com pouco açúcar para não estragar os dentes e nos meus tempos de criança o chocolate era muito doce, talvez por isso não tenha desenvolvido o hábito de consumi-lo a todo momento como muitos de meus amigos de escola faziam.

Comíamos muitas hortaliças (incluindo alcachofra, uma raridade nos tempos antigos e que as pessoas não usavam na alimentação), verduras, legumes e frutas que eram cultivados na nossa chácara. Meu pai plantava até castanha portuguesa, (depois de pesquisar muito a adubação correta!) uma vez por ano fazia a colheita, guardava no freezer para degustarmos na ceia natalina.

Meu pai era uma pessoa tão à frente do seu tempo! Assinava jornais do mundo inteiro e tomava conhecimento das inovações que ainda demorariam um tempão para chegar aqui no Brasil, fazia contato direto e importava tudo que achava pertinente para cuidar melhor da própria saúde e também dos familiares diretos. Foi dessa forma que tomou conhecimento do suplemento vitamínico americano V8, desenvolvido durante a Segunda Guerra Mundial e mandou vir para ajudar na nossa suplementação vitamínica.

Eu como bom observador que sempre fui, adquiri muitos dos hábitos e costumes de meus pais, continuo seguindo na mesma toada e talvez esse seja um dos grandes segredos da minha boa saúde às vésperas de completar 80 anos.

Não posso deixar de registrar que hoje posso contar com uma verdadeira guardiã da minha saúde, minha querida esposa Cidinha, que também cuida divinamente da minha alimentação e, como gosta de encher as pessoas de mimos, tem o maior prazer e alegria de ser a chefe das cozinhas de nossas casas, sempre muito bem assessorada por nossos colaboradores, onde procura atender com muita criatividade e talento, os desejos de filhos, netos, noras e amigos.

Mas o que eu quero dizer pra vocês é que todas as pessoas precisam ter consciência da importância de prestar atenção na forma como nos alimentamos e pesquisar mais sobre como podemos melhorar o nosso conhecimento sobre esse tema, porque não adianta nada termos quem cuida bem da gente se não estivermos nem aí para esse tema, se isso não for prioridade na nossa vida.

Temos que ser comedidos e seguir a máxima dos tempos dos meus avós: comer para viver e não viver para comer.

Através de uma alimentação balanceada e de boa qualidade, sem ceder ao apelo das mil e uma guloseimas que nos acenam a todo instante tentando nos conquistar (gorduras, doces, carboidratos), podemos viver bem por muitos anos, com a pele boa, bem hidratados, com a autoestima lá em cima, sem vergonha de se olhar no espelho… e esse é um hábito poderoso que precisa ser cultivado dentro da gente.

E nos tempos atuais, com a chegada ao mercado de chocolate com 90% de cacau e sem açúcar, eu ando me deliciando com esse alimento! (E como a memória afetiva também é algo que prezo bastante, de vez em quando também dou uma escapadinha e como um Sonho de Valsa…afinal ninguém é de ferro!)

No fundo, uma forma gostosa e saudosista de reverenciar o legado deixado pelos meus pais, meus mentores tão amados, que me ensinaram tantas coisas maravilhosas, que transferi para meus filhos, que transferem para os meus netos, que eu torço para que sigam a mesma trilha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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