Vem logo, 2021

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Vem logo, 2021!

Esse texto não é uma mensagem de final de ano (esse vai ser o tema do próximo post), mas a ideia é contar pra vocês tudo o que penso que podemos esperar para o Ano Novo que está batendo à nossa porta…  e esse título ilustra bem o que mais desejo: que 2020 pegue o seu banquinho, saia de fininho e leve na mala essa pandemia do Coronavírus.

Agora que já expliquei o porquê do título, vamos ao que interessa.

O que será que 2021 está nos reservando?

Eu tenho observado com muita atenção tudo o que está acontecendo no Brasil e também em vários outros países nos últimos meses e, em função disso, acabei fazendo uma análise mais detalhada que quero compartilhar com vocês, já adiantando que minha visão é a mais otimista possível!

Para facilitar o raciocínio, observei quatro cenários que podem servir como indicadores para eu arriscar algumas previsões: saúde, economia, relações humanas e agronegócio. Vejamos a minha linha de raciocínio, que não tem nada a relacionado à futurologia, mas sim estudo da realidade no calor dos acontecimentos, no momento atual.

Vamos começar pelo cenário mais importante de todos: SAÚDE!

Em termos de saúde, certamente o aspecto mais relevante para 2021 será o fato de que poderemos contar com uma ou mais vacinas para lidar com a atual pandemia.

Com o início da vacinação no mundo inteiro, as pessoas renovarão a fé de que teremos dias melhores e ficarão mais animadas.  (Eu vou ser o primeiro da fila!)

Logo que começar a vacinação, no decorrer do ano vai acontecer outra coisa que vai fazer toda a diferença: os idosos vão poder sair da toca, viajar, consumir! Demanda reprimida! (Mais uma vez estou incluso nessa, pois este ano não comprei nem um par de meia.)

A chegada da vacina para o Coronavírus no primeiro trimestre vai ser um novo marco na história da civilização, vai significar a reconquista da liberdade de ir e vir.

No cenário econômico, agora na primeira semana de dezembro o IBGE anunciou o crescimento recorde de 7,7% da economia brasileira no terceiro trimestre/2020, na comparação com os três meses anteriores, apesar de todos os contratempos.

Algumas pessoas dizem que isso não é verdade, mas eu observo e comprovo que esse crescimento também aconteceu na nossa empresa, uma indústria de papelcartão, que podemos considerar como um indicador real de que o consumo está aquecido.

Mas se formos recorrer aos dados oficiais, estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, em setembro de 2020, a produção industrial de transformação ficou 1,1% acima do registrado em fevereiro, ou seja, antes do choque trazido pela pandemia, alcançando oito altas consecutivas de maio a setembro.

Outro ponto que sempre gosto de observar é o número de caminhões em circulação pelas estradas brasileiras. Se cruzo com muitos caminhoneiros pelo caminho, associo como um bom sinal para as vendas. E mesmo nesse momento, em que as minhas viagens de moto estão interrompidas, tenho observado no único percurso que tenho feito que é entre São Paulo e Guararema, que o ir e vir de caminhões segue em movimento crescente, o que significa aquecimento das vendas!

As companhias aéreas, apesar de todos os diagnósticos pessimistas de que quebrariam, já que a pandemia colocou no chão 80% das frotas da maioria das companhias aéreas do mundo, elas também estão conseguindo se reerguer.

Quem diz isso não sou eu, mas a Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) no Brasil, que está prevendo que o nosso país poderá atingir os níveis de 2019 já em 2021, enquanto a demanda internacional levará um tempo maior para voltar ao patamar pré-pandemia. (Aqui no Brasil, a demanda vem se recuperando mais rapidamente nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.)

Claro que a retomada da demanda no setor de turismo vai depender da evolução da economia, da vacinação e da recuperação da confiança dos viajantes, mas eu sou do time dos que acreditam que para tudo na vida tem jeito!

No cenário do agronegócio, como os canais da TV aberta e também a cabo só têm apresentado notícias ruins, em tons catastróficos, nos últimos meses eu tenho optado por uma mídia mais alternativa, portanto tenho assistido mais aos canais rurais, que transmitem leilões envolvendo o agronegócio e eles, assim como eu estão muito animados. A todo momento recordes são superados.

Um país que consegue ter a produção agropecuária que nós temos não pode ter medo do futuro. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) e a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) o setor do agronegócio completou os seis meses do primeiro semestre de 2020 com crescimento acumulado de 6,75% no período, o maior da série histórica.

A tendência é que o PIB do agronegócio continue em alta e feche o ano com um crescimento ainda mais significativo, podendo atingir 25% de participação no PIB total do Brasil.

(E aqui vale deixar registrado que sinto saudade do período de 2000 a 2012, quando eu estava à frente da Fazenda Alvorada e uma vez por mês viajava para Campo Grande, para me apresentar no Canal do Boi e divulgar o gado Guzerá Ramenzoni.

Nessas apresentações, eu mostrava o que eu tinha de melhor, expondo o meu produto com muito orgulho, em uma ação pioneira! Sim, eu era o garoto propaganda do negócio que montei com a minha querida Cidinha e transformamos num job de retumbante sucesso no segmento do agronegócio.)

E como último cenário, quero aplaudir a incrível capacidade de adaptação dos seres humanos.

De uma hora para a outra aconteceram tantas coisas que nos forçaram a repensar todos os moldes aos quais já estávamos acostumados, trazendo novas posturas que decididamente vieram para ficar e confirmam que as relações humanas nunca estiveram tão fora da zona de conforto, tão mais pacientes e solidários do que agora.

A forma de cuidarmos da saúde mudou; a forma de trabalhar mudou também; as relações amorosas, de amizade, entre pais e filhos tudo passou uma transformação que poderemos avaliar os resultados na continuidade do tempo, mas algo me diz que veio para ficar.

Ainda bem!

Para encerrar, acho que 2020 ainda reserva muitas emoções, mas tenham em mente desde já: 2021 deve trazer de volta um pouco mais de serenidade e normalidade, será um ano estratégico para a retomada econômica, para o empreendedorismo capaz de trazer novas soluções para antigos problemas.

Quem viver, verá! Vem logo, 2021!

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