Novos desafios, novas decisões

Tempo de leitura: 4 minutos

Tanto o assunto do último post, vacinar para enfrentar a Covid, quanto o de hoje, cirurgias que precisamos fazer de uma hora para a outra, ambos se parecem porque são coisas que aparecem de repente à nossa frente, temos que enfrentar e decidir o que fazer rapidamente.

E cá entre nós, desde o momento que começamos a raciocinar, na sequência, teremos que tomar uma decisão atrás da outra, durante todo o curso das nossas vidas.

Eu me lembro muito bem que, desde criança, tive que tomar as minhas próprias decisões porque eu não me sentia confortável com algumas decisões dos meus pais e também das minhas tias, que por não terem filhos, adoravam treinar a maternidade e o poder da liderança feminina, dando palpites na minha vida.

É meus amigos, precisei ser ágil nas minhas resoluções para conseguir escapar das várias cabeças que palpitavam o tempo todo na minha vida. Mas valeu a pena, porque aprendi algo essencial para viver em paz comigo mesmo: antes de tomar qualquer decisão, passei a avaliar a que seria mais benéfica para a pessoa mais importante de todas, EU MESMO.

Por isso, eu entendo que aprender a tomar as decisões certas é uma das coisas mais difíceis e importantes da vida e nós precisamos aprender a exercitar desde a infância. E não adianta querer fugir disso, a não ser que você queira correr o risco de outra pessoa escolher o que é melhor para você… (Coisa que não aconselho!)

Seguindo essa linha de raciocínio, o exercício de aprender a avaliar entre duas ou mais alternativas possíveis a fim de se chegar a uma solução para um dado problema é algo que faremos durante toda a nossa vida e precisamos ficar bons nisso. 

Tem certas coisas que teremos tempo para poder tomar a melhor decisão, mas outras exigirão que a resposta seja imediata, sem muito tempo para pensar, que foi o caso da cirurgia na coluna vertebral, que precisei fazer agora no início de fevereiro.

Eu fui acompanhar a Cidinha em uma consulta médica para resolver o problema de uma dor no quadril que a estava incomodando muito, conheci o Dr.Tarcísio Barros Filho e gostei da forma pragmática que ele explicou as possibilidades de melhorar o problema.

Ele realmente foi muito feliz na sua fala e então, ao término da consulta, eu disse: “gostei tanto da condução que o senhor deu a essa consulta que vou agendar uma para que o senhor possa avaliar o melhor tratamento para a dor do meu quadril!”

E assim fizemos. Fiz a consulta, ele perguntou se eu não tinha dor na lombar, eu disse que era bem menor do que a que sentia no quadril e então ele recomendou alguns exames de diagnósticos por imagem para uma avaliação mais criteriosa.

No dia do retorno para o veredicto, ele foi bem incisivo: “o senhor tem dois probleminhas, aliás, dois problemões! Um diz respeito à coluna e o outro ao quadril. Só que o primeiro é muito mais sério e perigoso do que o segundo. Então, nós vamos tomar conta, no primeiro momento, da sua coluna.”

Vejam só, eu fui fazer a consulta para resolver um problema no quadril e descobri que tinha outro, na coluna, bem maior e que necessitava de cuidados imediatos.

Na sequência da consulta, o médico perguntou: “quando o senhor quer fazer a cirurgia?”

E procurou me tranquilizar que cuidaria de todos os detalhes para internação, protocolos de exigências do seguro saúde e agendamentos no hospital, precisando apenas que eu desse o sinal verde.

Eu entreguei a minha carteirinha do plano de saúde e perguntei: “em quanto tempo o senhor acha que organiza todos esses detalhes?” – “dez dias, no máximo!”

Com absoluta convicção de que estaria nas mãos de um professor doutor dos mais respeitados e qualificados do Brasil, nem precisei de cinco minutos para tomar a decisão e o pensamento dali em diante passou a ser um só: “Vai dar certo!”

Quando chegou o dia, eu fui para o hospital às dez da manhã, passei pelos preparos e comecei a minha meditação até chegar a hora da cirurgia. Nada de conversa nem com a Cidinha, que ficou ao meu lado o tempo todo, porque toda a energia precisava ser concentrada no mantra “vai dar certo!”

E deu! Como aconteceu em todas as cirurgias que eu fiz até hoje e que não foram poucas!

Sempre tive a convicção de que o pensamento positivo seria um grande aliado nesses momentos delicados em que precisasse tomar uma decisão de uma hora para a outra. “Será que vai dar certo, será que não…” – esse tipo de pensamento nunca teve lugar de destaque na minha cabeça.

Sem chance de pensar negativamente em um negócio tão sério! E isso não acontece só em resolução de problemas de saúde, mas em todas as decisões que precisei tomar no decorrer da minha vida, tanto em questões pessoais, quanto nas questões profissionais.

E está dando certo!

2 Comentários


  1. Olá Dante, tudo bem?
    Sou Gabriel Guarany, bisneto da Theresita Ramenzoni Guarany.
    Por um acaso o Sr. tem alguma informação sobre ela?, Sei que a fábrica de chapéus era tocada pelos dois irmãos, correto? Ela casou com o Floriano Guarany. Mas tenho curiosidade em saber um pouco mais sobre ela ou sobre os pais dela e sua familia Ramenzoni, de onde veio? etc Talvez o Sr até tenha fotos da família com ela. Adoraria um dia saber mais informações. forte abraço. att Gabriel

    Responder

    1. Caro Gabriel,

      Eu me lembro que quando era criança (e isso faz muitos anos!), eu ouvi o sobrenome Guarany em conversas entre o meu pai e o meu tio, mas infelizmente eu nunca conheci ninguém da família Guarany.
      Eu conheço todos os Ramenzoni que passaram por São Paulo e fizeram contato com a nossa família.
      Talvez os seus bisavós tenham raízes na Argentina ou Chile, onde sei que existem ramificações da família Ramenzoni.
      Certa vez, no período da ditadura Pinochet no Chile, recebemos a visita de um Ramenzoni de origem indígena que veio ao Brasil para vender suas barras de ouro, trazidas dentro dos pneus do carro dele.
      Eu indiquei o corretor de valores da nossa confiança, ele agradeceu e nunca mais ele apareceu.

      Um abraço.
      Dante

      Responder

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *