Amigos, bom papo, praia, sol

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O destaque de hoje vai para o casal de amigos Gilberto e Regina Morisson.

Eu conheci esse casal muito simpático e amigável nos anos 80, quando eu tinha casa de praia na Riviera de São Lourenço, litoral norte de São Paulo.

Foram tempos de muita diversão e prática de esportes náuticos. Nossa casa era “pé na areia” e fomos os terceiros moradores do condomínio.

Nem preciso falar que conhecia todo mundo (sempre gostei de uma boa prosa!) e com eles não foi diferente, especialmente porque tinham quatro filhos com idades próximas às dos nossos meninos.

Quando nos conhecemos, a casa “pé na areia” ainda estava sendo construída e eu havia comprado um imóvel menor para poder acompanhar a obra mais de perto e também aproveitar as delícias que um final de semana al mare proporciona.

E foi bacana quando nos conhecemos pois descobrimos que tínhamos muitas coisas em comum, entre elas a paixão por motos, só que cada um do seu jeito próprio de gostar e de formas diferentes.

Ele gostava de curtir a moto lá na praia e eu gostava lá e também pelas estradas mundo afora.

E assim a nossa amizade foi se estreitando… eu ia na casa dele tomar drinques, ele vinha na minha casa. Fazíamos aqueles almoços demorados, que se estendiam por horas e horas e eram regados de prosa boa.

As esposas se entendiam bem, os filhos aprontavam todas aquelas fanfarrices que os jovens têm direito, fazíamos longas caminhadas na areia, andávamos de barco, pescávamos. Só coisa boa! (Meu filho Cláudio tomou gosto pela pesca nessa época e segue com esse hobby até hoje!)

E a vida foi seguindo. Os filhos se casaram, nós brindamos juntos, emocionados e animados.

Até que chegou o tempo em que eu e minha primeira esposa escolhemos seguir trilhas diferentes e nos separamos.

Como vocês sabem, nesse momento, os amigos muitas vezes ficam de saia justa, porque a mulher quer ficar do lado e apoiar a outra mulher e o homem… bom, o homem, na maioria das vezes, tem uma forte tendência a seguir o que a mulher sinaliza querer, mas no caso deles foi tudo muito natural, eles continuaram amigos dos dois e até fizeram algumas tentativas de reconciliação, nos convidando separadamente para o mesmo evento, mas fazendo parecer um encontro casual. (Daquelas coisas que só amigos de verdade têm a premissa de fazer.)

A vida seguiu a ordem natural das coisas, até que um belo dia, Gilberto comprou uma Halley Davidson e eu tinha a ideia de que ele era um motociclista, que gostava de aventurar-se por aí, como eu e minha turma e então o convidei para um rolê até Itu, seguindo pela estrada dos Romeiros.

Após o convite, eu perguntei se ele tinha alguma restrição e ele disse que não, que estava tudo numa boa e que iria atrás da gente.

Partimos para o nosso destino e eu logo percebi que ele estava ficando muito distante de nós, mas como ele havia dito que iria atrás, na tranquilidade, não me preocupei.

Quando paramos no restaurante para almoçar, eu perguntei:

_ E aí? Tudo bem?

_ Pô, mas vocês andam muito forte!

_  É mesmo? Então vamos voltar juntos porque o que me importa é que você se divirta, sem se estressar.

_ Não, não! Anda como você sempre andou, porque assim eu aproveito e aprendo.

Foi a primeira e a última vez que ele nos acompanhou em nossos passeios moto- ciclísticos por aí, mas nós continuamos nos encontrando nos eventos familiares, sociais ou quando eu preciso trocar as lentes dos meus óculos, pois além de amigo, também sou um fiel cliente das Óticas Rangel e Morisson, ambas de propriedade do casal, que trabalham juntos e contam com o apoio dos filhos na administração dos negócios.

O sorriso expressa a alegria de mais um encontro para comemorar a vida. (Esq./Dir. Claudio Ramenzoni, Gilberto e Regina Morisson)

 

 

 

 

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