Ansiedade, preocupação, estresse e depressão andam juntos?

Tempo de leitura: 4 minutos

Durante toda a minha vida, meu pai sempre me dizia:

_ Dante, se você acordar meio zangado, de mau humor, vai no espelho, dá uma boa risada pra você mesmo que o dia vai começar com o astral bem melhor.

Se a gente se olha com ar de tristeza no espelho, vai ficar triste o dia inteiro. Triste, feio e ansioso se alguém vai perceber nosso estado emocional.

Ansiedade e preocupação juntas ou separadas na dosagem errada atrapalham nossas decisões, mas acredito que são parte integrante de nosso DNA. Eu herdei da minha mãe e vou dar um exemplo clássico como essas duas danadinhas tomam conta de nossos pensamentos sem a gente nem perceber.

Preocupação sem ansiedade é aquela que sentimos quando chega a hora de ir dormir, os filhos não estão em casa e começamos a pensar nos perigos que vão rondá-los, se vão se envolver com drogas, se vão saber se defender etc.

Quando a preocupação se mistura com a ansiedade, a gente pensa constantemente que essas possibilidades (drogas, assalto, brigas acidentes) vão ocorrer a qualquer segundo.

Eu considero normal a ansiedade que se manifesta nas horas que antecedem, por exemplo, uma apresentação em público, uma viagem, uma cirurgia delicada ou uma questão financeira. Nesses casos, a ansiedade funciona como um sinal que prepara a pessoa para enfrentar o desafio e, mesmo que ele não seja superado, favorece sua adaptação às novas condições de vida.

Porém, quando a pessoa tem sintomas recorrentes de aflição, angústia, perturbação do espírito causada pela incerteza, relação com qualquer contexto de perigo, medo, insônia constante, prejudicando o dia-a-dia de forma constante, aí sim, precisa de ajuda profissional.

Hoje em dia eu não fico mais preocupado ou ansioso com nada, nada mesmo, nem com as questões corporativas, que já me roubaram muito sono. Eu sei de tudo que está acontecendo na minha empresa, mas me mantenho neutro. Só me envolvo se for preciso reestudar algo com mais profundidade ou se alguém solicita a minha ajuda.

No âmbito pessoal, se der pra fazer eu faço. Caso contrário, eu não fico me martirizando.

Ansiedade ou estresse?

Eu defino estresse de uma maneira simples e objetiva: um acúmulo de coisas que a gente não consegue resolver e isso causa um incômodo danado, em qualquer idade.

Motivos não faltam. Conflitos no ambiente familiar, pressões financeiras, pressões emocionais, problemas de saúde na família, decisões que vão gerar insatisfações, decisões financeiras, muitas responsabilidades, atritos nos relacionamentos amorosos, agenda muito cheia, trânsito parado… dá ansiedade só de pensar, né?

Até hoje, se eu não me cuidar, eu começo a ler uma coisa, não termino, pego outra, não concluo, descubro que preciso fazer outra coisa e acabo não concluindo nada.

Isso mesmo já tendo aprendido a dosar as coisas, mesmo não me preocupando se não consigo fazer o que havia planejado exatamente, mesmo tendo diminuído o ritmo dos compromissos formais de trabalho e aprendido que se não dá pra resolver tudo hoje, posso continuar no dia seguinte…

Fica a dica: vale a pena ficar vigilante, se cuidar pra não ir deixando as ações que precisam ser tomadas em segundo plano, sem resolução.

E a depressão?

Já a depressão, na minha opinião começa com um pensamento que nos faz acreditar que algo vai nos fazer sofrer e não encontraremos uma solução.

Por exemplo: se eu começo a ter uma dor chata no joelho, que se estende para a perna, o quadril e já deixo o pensamento mórbido “será que daqui pra frente vai ser assim, uma dor que leva à outra, que por sua vez leva à outra e não terei mais sossego?” tomar conta de mim…

Pronto!

Aquele sentimento de não sei se estou triste ou apático vai se instaurando, pinta aquela vontade de ficar quieto em casa, sem ver gente, sem querer se mexer e quando nos damos conta, a depressão já começa a reinar absoluta, ditando todas as regras.

Então se juntarmos os pontos, o acúmulo de problemas não resolvidos (estresse) provoca a frustração porque constatamos que não conseguiremos resolver o que precisávamos. Isso vai gerando um pânico interior, aquele pensamento tipo “eu não vou conseguir sair dessa…”, que na sequência se transforma em depressão.

No meu caso eu não deixo a depressão ganhar terreno porque eu tenho um antídoto muito poderoso: andar de moto.

Se a dor insiste, eu tomo uma Dipirona, subo na minha moto e vou ao encontro da minha paz interior. Da minha tranquilidade de pensamento.

Nada de querer resolver quatro a cinco coisas ao mesmo tempo. No máximo duas. Não tem essa de querer resolver tudo ao mesmo tempo e agora.

Ao mesmo tempo, só um belo drinque e uma boa companhia.

 

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *