3 principais conquistas e 3 maiores tropeços

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Esse não é um tema muito fácil de escrever, mas vou tentar e claro, quero começar pelas conquistas, que é bem mais fácil de lembrar e deixar propositalmente os tropeços para o fim, porque assim eu passo rapidinho por eles e não preciso ficar pensando que poderia ter sido diferente.

Então vamos lá…

A primeira conquista que eu tive foi logo depois que eu retornei de meus estudos nos Estados Unidos, quando ainda estava fazendo estágio para me inteirar sobre a empresa fabril da família e meu pai imediatamente me convidou para assumir um cargo remunerado e registrado na Ramenzoni Chapéus.

Quando cheguei em casa, fui correndo contar para a minha mãe e ela ficou radiante! Outra pessoa da família que também vibrou com essa notícia foi a minha tia Estela, que dizia “coisa boa, você já está ganhando o seu dinheirinho e começou a trabalhar cedo, hein? É o primeiro da família a arregaçar as mangas e vai ser muito bem-sucedido porque está fazendo por merecer!”

Considero essa uma das principais conquistas da minha vida porque o meu pai era muito rígido, exigente, estrategista com os negócios e eu tinha apenas 22 anos! Nesse primeiro momento ele esperava que eu me aprofundasse em todas as nuances do negócio, para posteriormente poder sucedê-lo, quando completasse 55 anos e só de pensar que isso um dia pudesse acontecer, meu coração batia em um ritmo mais acelerado.

A segunda conquista também está relacionada à carreira profissional e aconteceu em 1972, aos 34 anos, quando foi inaugurada a fábrica da Papirus em Limeira e o meu pai me convidou para assumir a presidência da empresa. Eu não esperava ser agraciado com esse posto e inclusive acreditava que o cargo seria ocupado por algum profissional do mercado.

A terceira conquista na verdade são dois temas que se complementam e que eu não entendo citar um, sem destacar o outro. Trata-se do meu segundo casamento em 2001, com a Cidinha, que coincidiu com a montagem da Fazenda Alvorada, em Pirajuí, interior de São Paulo, onde demos início à criação de gado Guzerá Ramenzoni e assim nasceu mais um negócio de sucesso, dessa vez não atrelado às indústrias familiares, mas sim ao fruto do trabalho em equipe entre eu e minha companheira de todas horas, que não mediu esforços para me ajudar a construir cada etapa do negócio.

Eu contratei um profissional altamente capacitado para ficar à frente da Papirus, na função de CEO e pude me dedicar inteiramente à atividade pecuarista de gado de raça, na qual atuei por um período de 12 anos nesse segmento, alcançando um sucesso jamais imaginado. Foi uma conquista bem significativa para mim porque saímos do zero, inovamos na forma de gestão de agronegócio e viramos referência de qualidade, profissionalismo e ética.

E agora vamos aos tropeços… (vapt vupt…)

O primeiro tropeço foi aos 34 anos, quando eu precisei vender a fábrica da Ramenzoni porque chapéu estava se tornando um acessório em desuso. Eu era apegado àquela empresa criada pelos meus antepassados, berço de meu primeiro cargo profissional e da qual meu pai era um apaixonado de carteirinha.

O segundo tropeço tem a ver com os presentes que você quer dar para os seus filhos e não dão certo, ou na linguagem de hoje, viram bola fora. Esse é um tropeço sofrido e nem precisa de muitos detalhes para ficar compreensível, não é verdade?

O terceiro e último tropeço foi quando aconteceu a implosão do imóvel que abrigou a Ramenzoni por tantos anos, entre as ruas Scuvero e Lavapés, em pleno coração da capital paulista! Isso aconteceu no ano de 1985 e eu vi rolar lágrimas no rosto do meu pai, que parecia que ia desmoronar junto. Foi bem sofrido assistir essas cenas. Quando se constrói um negócio é bem difícil vê-lo sumir do mapa.

Para encerrar, só pra descontrair, querem saber qual a maior conquista que desejava quando eu ainda era menino novo?

Ser chofer de táxi!

Eu amava guiar carros (aprendi com menos de 10 anos!) e eu pensava que se tivesse essa profissão poderia ficar o dia inteirinho dirigindo um automóvel, o que na minha cabeça significava a realização máxima.

Naquela época, tinha uma tia que gostava muito de mim e sempre dizia:

_ Dantinho, quando você crescer eu vou te dar um Fiat Topolino. (Tinha esse nome porque parecia um ratinho… e hoje corresponde ao Fiat Cinquecento!)

Depois na adolescência, sonhava em ser médico para poder servir às pessoas, mas acabei trilhando os caminhos da Engenharia Industrial.

A paixão por carros continua até hoje, o prazer de ajudar as pessoas está cada vez mais presente na minha vida e os sonhos… bom, esses voaram bem mais longe e foram se realizando um a um!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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